Temos boas notícias para a comunidade das pessoas que vivem com Doença Inflamatória do Intestino (DII).
O INFARMED aprovou recentemence novas decisões de financiamento público para medicamentos destinados ao tratamento da Doença de Crohn e da Colite Ulcerosa. Estas decisões permitem alargar as opções terapêuticas disponíveis no Serviço Nacional de Saúde e reforçam a capacidade de resposta às necessidades individuais de cada pessoa.
As aprovações mais recentes incluem:
• Omvoh® (mirikizumab) para o tratamento da Doença de Crohn. Financiamento aprovado a 7 de maio de 2026.
• Omvoh® (mirikizumab) para o tratamento da Colite Ulcerosa. Financiamento aprovado a 7 de maio de 2026.
• Velsipity® (etrasimod) para o tratamento da Colite Ulcerosa. Financiamento aprovado a 4 de maio de 2026.
A Associação Crohn Colite Portugal participou nos respetivos processos de avaliação através da submissão de contributos e pareceres ao INFARMED, no âmbito do programa Incluir. Estes contributos tiveram como objetivo dar voz à experiência das pessoas que vivem com DII, evidenciando o impacto da doença na qualidade de vida, as necessidades ainda não satisfeitas e a importância de garantir o acesso a novas opções terapêuticas.
O que significa isto na prática?
A aprovação do financiamento público não significa que todas as pessoas com DII irão mudar de tratamento. Significa, sim, que os médicos passam a dispor de mais opções terapêuticas financiadas pelo SNS para responder às diferentes características da doença e às necessidades de cada pessoa.
Na prática, estes medicamentos poderão ser considerados em situações como:
• Falta de resposta a tratamentos anteriores.
• Perda de eficácia ao longo do tempo.
• Intolerância ou efeitos adversos associados a outras terapêuticas.
• Necessidade de encontrar uma opção mais adequada ao perfil clínico da pessoa.
Além disso, a disponibilização de novas alternativas terapêuticas permite uma maior personalização do tratamento, aumentando a probabilidade de encontrar a opção mais adequada para cada pessoa e para cada fase da doença.
O que muda no acompanhamento clínico?
Para as pessoas elegíveis, a introdução destas novas opções poderá ser discutida durante as consultas de Gastrenterologia. Qualquer decisão de iniciar ou alterar um tratamento deve resultar de uma avaliação individualizada, tendo em conta a atividade da doença, os tratamentos já realizados, a presença de outras condições de saúde e as preferências da própria pessoa.
O seguimento clínico continuará a incluir monitorização regular da resposta ao tratamento, avaliação de sintomas, exames laboratoriais e outros meios complementares de diagnóstico considerados necessários pela equipa clínica.
Porque é esta notícia importante?
Nas últimas décadas, o tratamento da Doença de Crohn e da Colite Ulcerosa evoluiu significativamente. O acesso a terapêuticas inovadoras tem permitido melhorar o controlo da inflamação, reduzir hospitalizações e cirurgias e contribuir para uma melhor qualidade de vida de muitas pessoas.
Cada nova opção financiada representa mais uma possibilidade para quem ainda não encontrou uma resposta adequada aos tratamentos disponíveis ou para quem necessita de alternativas devido à perda de eficácia ou efeitos adversos.
A Associação Crohn Colite Portugal continuará a acompanhar os processos de avaliação e financiamento de medicamentos, contribuindo sempre que possível para que a perspetiva das pessoas que vivem com DII seja considerada nas decisões que influenciam o acesso à inovação terapêutica.


