Se vives com doença de Crohn e os medicamentos anti-TNF não resultaram contigo, tens agora mais uma opção de tratamento no SNS. O Infarmed aprovou o financiamento público do Skyrizi (risancizumab), e a Associação Crohn Colite Portugal contribuiu para este processo com a perspetiva dos doentes.
A 30 de setembro de 2026, o Infarmed comunicou o deferimento do pedido de avaliação prévia do medicamento Skyrizi (risancizumab). Este medicamento fica assim autorizado para utilização em meio hospitalar no Serviço Nacional de Saúde (SNS), na seguinte indicação:
Tratamento de doentes adultos com doença de Crohn ativa moderada a grave, que tiveram uma resposta inadequada, deixaram de responder, ou que são intolerantes a terapêutica anti-TNF prévia.
O risancizumab é um medicamento biológico, um anticorpo monoclonal que bloqueia a interleucina-23 (IL-23), uma proteína com papel central na inflamação que sentes na doença de Crohn. Atua de forma diferente dos medicamentos anti-TNF, o que pode fazer a diferença se esse grupo de fármacos já não te traz benefício.
Nos estudos clínicos que suportaram a sua aprovação europeia (ADVANCE, MOTIVATE e FORTIFY), o risancizumab mostrou eficácia na remissão clínica e na cicatrização da mucosa intestinal, incluindo em pessoas que já tinham experimentado outros biológicos sem sucesso.
A tua voz no processo de avaliação
A Associação Crohn Colite Portugal deu contributos ao Infarmed no âmbito do processo de avaliação deste medicamento. Levámos a experiência real de quem vive com a doença: o impacto dos sintomas no teu dia a dia, no trabalho, na vida familiar e social, e a necessidade de mais opções quando os tratamentos deixam de resultar.
Estes contributos só são possíveis porque tu e tantas outras pessoas com doença inflamatória intestinal (DII) partilham connosco as vossas experiências. Cada testemunho conta e ajuda a garantir que as decisões sobre a tua saúde têm em conta quem as vive.
O que significa esta decisão para ti?
Tens mais uma opção terapêutica. Se és adulto, tens doença de Crohn moderada a grave e não respondeste bem aos anti-TNF, passas a ter mais uma alternativa financiada pelo SNS.
Um mecanismo de ação diferente. A ação sobre a IL-23 oferece uma via distinta de controlo da inflamação, útil quando outras abordagens falharam.
Acesso através do teu hospital. Por se tratar de um medicamento de meio hospitalar, é o teu gastrenterologista que o prescreve e a farmácia hospitalar que o dispensa, sem custos para ti.
A decisão é tua e do teu médico. Este tratamento pode não ser o mais indicado para o teu caso. A escolha depende da tua história clínica, dos tratamentos que já fizeste e da avaliação do teu médico.
Âmbito da decisão. Esta aprovação abrange apenas a doença de Crohn, nas condições acima descritas.
E agora?
Se achas que este tratamento pode ser adequado para ti, fala com o teu gastrenterologista na próxima consulta. Não alteres nem interrompas o teu tratamento atual sem orientação médica.
Nós vamos continuar a acompanhar a disponibilização deste medicamento nos hospitais e a defender que tenhas acesso à inovação terapêutica em condições de igualdade, independentemente da zona do país onde vives.
Tem dúvidas? Contacte-nos através de geral@crohncolite.pt
A Campanha de Vacinação Sazonal outono-inverno 2026-2027 arranca a 30 de setembro de 2026. Se vives com uma doença inflamatória do intestino (DII) e fazes terapêutica imunossupressora, tens direito à vacina da gripe gratuita. Explicamos-te quem é elegível, onde te podes vacinar e o que muda este ano.
A Direção-Geral da Saúde (DGS) publicou a Norma n.º 006/2026, relativa à vacinação contra a gripe, e a Norma n.º 007/2026, relativa à vacinação contra a COVID-19. A campanha decorre entre 30 de setembro de 2026 e 31 de março de 2027, nas unidades de saúde do SNS, nas farmácias comunitárias aderentes e noutros locais de vacinação autorizados.
Porque é que a vacina da gripe é importante para quem tem DII?
Muitas pessoas com doença de Crohn ou colite ulcerosa fazem medicamentos que reduzem a resposta do sistema imunitário, como corticosteroides, imunomoduladores (azatioprina, metotrexato), medicamentos biológicos ou pequenas moléculas. Estes tratamentos controlam a inflamação, mas aumentam o risco de infeções e de complicações quando estas surgem.
A gripe, nestas situações, pode ter uma evolução mais grave e levar a internamento. Pode ainda obrigar a interromper temporariamente o tratamento da DII, o que aumenta o risco de uma agudização da doença.
Por isso, as orientações europeias da ECCO (European Crohn’s and Colitis Organisation) recomendam a vacinação anual contra a gripe em pessoas com DII, sobretudo nas que estão sob terapêutica imunossupressora.
Tenho direito à vacina da gripe gratuita?
De acordo com a Norma n.º 006/2026, a vacina é gratuita para vários grupos. No caso das pessoas com DII, os critérios mais relevantes são os seguintes:
Tens 60 ou mais anos: tens direito à vacina gratuita, independentemente da tua doença ou terapêutica.
Tens entre 5 e 59 anos e fazes terapêutica imunossupressora ou imunomoduladora: a imunossupressão secundária a terapêutica consta da lista de patologias de risco (Quadro 2 da Norma). Isto inclui, por exemplo, biológicos, pequenas moléculas, tiopurinas ou metotrexato.
Fazes corticosteroides sistémicos há mais de um mês (ou vais iniciar), em dose equivalente a prednisolona igual ou superior a 20 mg/dia (ou, em crianças com menos de 20 kg, igual ou superior a 0,5 mg/kg/dia).
Tens síndrome do intestino curto, situação que pode surgir após cirurgias intestinais na doença de Crohn e que também consta da lista de patologias de risco.
Estás grávida: a vacina é gratuita em qualquer fase da gravidez.
E se a minha DII não exigir imunossupressores?
Se tens menos de 60 anos e fazes apenas, por exemplo, aminossalicilatos (messalazina), a DII, por si só, não consta como critério automático de gratuitidade. Contudo, a Norma refere que a lista de patologias não é exaustiva e admite uma avaliação caso a caso. Fala com o teu médico. Mesmo fora dos critérios de gratuitidade, podes vacinar-te com receita médica, adquirindo a vacina na farmácia.
O que muda na campanha de 2026-2027?
Vacinação na farmácia para mais pessoas: passas a poder receber a vacina gratuita numa farmácia comunitária aderente se tens entre 18 e 59 anos com patologia de risco. A tua elegibilidade é validada no momento, através de um sistema informático, mediante apresentação de documento de identificação válido.
Crianças dos 2 aos 4 anos: passam a ter vacina gratuita.
Crianças dos 6 aos 23 meses: em primeira vacinação, passam a ser recomendadas duas doses.
Mais vacinas disponíveis: o SNS adquiriu 2 milhões e 330 mil doses de dose padrão e 369 mil doses de dose elevada, mais do que na campanha anterior.
Onde me posso vacinar?
A tua situação
Onde te podes vacinar gratuitamente
18 a 59 anos com patologia de risco (ex.: imunossupressão)
Centro de saúde, hospital do SNS ou farmácia aderente
60 a 84 anos
Centro de saúde, hospital do SNS ou farmácia aderente
85 ou mais anos
Centro de saúde ou hospital do SNS (vacina de dose elevada)
Crianças e adolescentes com DII
Centro de saúde, hospital do SNS ou clínicas privadas e sociais autorizadas
Dica prática: se és acompanhado(a) numa consulta hospitalar de DII, pergunta à tua equipa se o hospital organiza a vacinação durante a consulta ou o tratamento em hospital de dia. A Norma prevê esta possibilidade.
A vacina da gripe é segura se tomo imunossupressores?
Sim. As vacinas incluídas nesta campanha são vacinas inativadas, isto é, não contêm vírus vivos e não podem provocar gripe. Por isso, podem ser administradas a pessoas imunossuprimidas.
Há dois aspetos que deves conhecer:
A resposta à vacina pode ser menor. A própria Norma refere que algumas pessoas com imunossupressão podem ter uma resposta imunológica diminuída. Ainda assim, a proteção parcial continua a reduzir o risco de doença grave, e por isso a vacinação continua recomendada.
Não suspendas a tua medicação por tua iniciativa para te vacinares. Qualquer ajuste ao calendário do tratamento deve ser decidido com o teu gastroenterologista.
E a vacina contra a COVID-19?
A Norma n.º 007/2026 torna a vacinação contra a COVID-19 mais direcionada para quem tem maior risco. Os pontos mais relevantes para ti são:
A vacina sazonal é recomendada a pessoas com imunossupressão moderada ou grave, a partir dos 6 meses. Estão incluídas, entre outras, a terapêutica imunossupressora ou imunomoduladora, a terapêutica combinada (dupla ou tripla) e doses moderadas a elevadas de corticosteroides.
O acesso é feito através de declaração de elegibilidade emitida pelo teu médico na Plataforma de Prescrição Eletrónica de Medicamentos (PEM). Fala com o teu médico de família ou gastroenterologista.
O limiar etário da recomendação geral passa dos 60 para os 70 anos.
Deve existir um intervalo mínimo de 3 meses após a última dose de vacina ou após uma infeção por COVID-19.
Entre os 18 e os 69 anos, com patologia de risco, também podes fazer esta vacina numa farmácia aderente.
Posso fazer as duas vacinas no mesmo dia?
Sim. As vacinas da gripe e da COVID-19 podem ser administradas no mesmo dia ou em dias diferentes, com qualquer intervalo entre elas. A DGS sublinha que não deves adiar nenhuma delas apenas para as fazer em conjunto. O paracetamol pode ser aconselhado após a coadministração, mas apenas quando clinicamente indicado, e não de forma preventiva sistemática.
Casos práticos
Ana, 34 anos, doença de Crohn, sob medicamento biológico: tem direito à vacina da gripe gratuita. Pode vacinar-se na farmácia aderente mais próxima, com o cartão de cidadão. Para a vacina da COVID-19, deve pedir ao médico a declaração de elegibilidade na PEM.
João, 45 anos, colite ulcerosa controlada apenas com messalazina: não cumpre, à partida, os critérios de gratuitidade. Deve falar com o médico sobre a sua situação e pode vacinar-se com receita médica.
Rita, 29 anos, grávida, com colite ulcerosa: tem direito à vacina da gripe gratuita pela gravidez e está também incluída na vacinação contra a COVID-19. A amamentação não contraindica a vacinação.
Tomás, 7 anos, doença de Crohn, sob biológico, nunca vacinado contra a gripe: tem direito à vacina gratuita e, por ser a primeira vez, deve receber duas doses com quatro semanas de intervalo. A vacinação decorre no centro de saúde, no hospital ou em clínica autorizada, e não na farmácia.
Checklist antes de te vacinares
Confirma com o teu médico se a tua situação clínica e terapêutica está registada.
Leva o cartão de cidadão ou outro documento de identificação válido.
Informa o profissional de saúde sobre a tua medicação e sobre reações a vacinas anteriores.
Se tiveste COVID-19 recentemente, respeita o intervalo de 3 meses para a vacina da COVID-19 (a vacina da gripe não tem esta restrição).
Vacina-te cedo, antes do pico de circulação dos vírus respiratórios.
Perguntas frequentes
Quando começa a vacinação contra a gripe 2026-2027? A 30 de setembro de 2026, com término previsto a 31 de março de 2027.
Tenho doença de Crohn. A vacina da gripe é gratuita para mim? É gratuita se tens 60 ou mais anos, se fazes terapêutica imunossupressora ou imunomoduladora, se fazes corticosteroides em dose relevante há mais de um mês, se tens síndrome do intestino curto ou se estás grávida.
Posso fazer a vacina da gripe na farmácia? Sim, se tens entre 18 e 59 anos com patologia de risco ou entre 60 e 84 anos.
A vacina pode provocar um surto da minha DII? As vacinas da campanha são inativadas e são consideradas seguras em pessoas com DII. Se tiveres dúvidas, esclarece-as com a tua equipa de saúde.
Este artigo tem fins informativos e não substitui o aconselhamento do teu médico. Fala sempre com a tua equipa de saúde sobre a vacinação e o teu tratamento.
Fontes:
DGS, Norma n.º 006/2026, de 17/09/2026, atualizada a 23/09/2026: Campanha de vacinação sazonal contra a Gripe: outono-inverno 2026-2027.
DGS, Norma n.º 007/2026, de 17/09/2026: Estratégia de Vacinação contra a COVID-19: Vacinação Primária e Campanha de Vacinação Sazonal outono-inverno 2026-2027.
Kucharzik T, et al. ECCO Guidelines on the Prevention, Diagnosis, and Management of Infections in Inflammatory Bowel Disease. Journal of Crohn’s and Colitis, 2021;15(6):879-913.
A presidente da Associação Crohn Colite Portugal, Vera Gomes, publicou no P3 do jornal Público, a 26 de setembro de 2026, o artigo de opinião “Nova Iorque abriu casas de banho públicas. Portugal fechou-as“. O texto parte do anúncio de Nova Iorque, que vai instalar 17 novas casas de banho públicas gratuitas e acessíveis, para mostrar como Portugal segue o caminho inverso.
Uma necessidade de todos, uma urgência para muitos
Para quem vive com doença de Crohn ou colite ulcerosa, sair de casa implica saber sempre onde fica a casa de banho mais próxima. Esse cálculo permanente condiciona o trabalho, as viagens, a vida social e familiar.
Mas a falta de casas de banho públicas não é um problema apenas de quem tem doença inflamatória do intestino. Afeta crianças e famílias, grávidas, pessoas idosas, pessoas com ostomia, doença renal ou oncológica, trabalhadores que passam o dia na rua, pessoas em situação de sem-abrigo e turistas.
O que outros países já fizeram
O artigo compara três abordagens:
Nova Iorque trata as casas de banho públicas como infraestrutura de saúde pública.
Reino Unido obriga, desde 2021, os novos edifícios de grande afluência a incluir casas de banho Changing Places.
China conduz desde 2015 uma campanha nacional que quase duplicou o número de instalações entre 2017 e 2021.
Em Portugal, desde a pandemia, chegam à associação relatos constantes de instalações municipais encerradas, equipamentos avariados e estabelecimentos que exigem consumo. A lei define como devem ser as instalações sanitárias quando existem, mas não obriga a que existam.
A proposta: Missão WC para Todos
A Missão WC para Todos é uma iniciativa legislativa de cidadãos promovida pela Associação Crohn Colite Portugal. Propõe um Programa Nacional de Acesso a Instalações Sanitárias com três eixos:
Rede Nacional de Instalações Sanitárias Acessíveis, sem dependência de consumo, com uma instalação por cada 5.000 habitantes em meio urbano e pelo menos uma por freguesia nos territórios de baixa densidade.
Cartão de Acesso às Instalações Sanitárias, emitido mediante declaração médica, sem informação clínica visível, para pessoas com condições que provocam urgência.
Requisitos alargados para casas de banho adaptadas em novas construções, com espaço para acompanhante, apoio a ostomias e mesa de muda para adultos.
Precisamos de 20.000 assinaturas
Para que a proposta seja discutida na Assembleia da República, são necessárias mais de 20.000 assinaturas válidas.
A Dra. Sara Barreirinhas, membro dos órgãos sociais da Associação Crohn Colite Portugal e diretora clínica da Nutrisciente®, parceira da ACCP, foi uma de apenas 20 profissionais selecionados em toda a Europa para uma formação intensiva sobre Nutrição nas Doenças Inflamatórias Intestinais (DII). E foi a única nutricionista portuguesa.
Para quem vive com doença de Crohn ou colite ulcerosa, esta é uma boa notícia: significa que tens, em Portugal e junto da tua associação, acesso a conhecimento atualizado ao mais alto nível europeu.
Uma formação europeia exclusiva sobre nutrição nas DII
A formação decorreu no Hospital Universitário de Zagreb, na Croácia, com o apoio daESPEN (Sociedade Europeia de Nutrição Clínica e Metabolismo), uma das principais referências científicas na área.
Em números:
20 profissionais selecionados em toda a Europa
Mais de 15 horas de formação intensiva
1 nutricionista portuguesa: a Dra. Sara Barreirinhas
Imagem: Dra. Sara Barreirinhas com o grupo que esteve na formação ESPEN em Zagreb
Porque é que a nutrição é importante nas DII?
A alimentação não cura a doença de Crohn nem a colite ulcerosa, mas pode ter um papel relevante na forma como te sentes no dia a dia. As orientações da ESPEN reconhecem a nutrição como parte integrante do cuidado às pessoas com DII, desde a prevenção da desnutrição até ao apoio na gestão de sintomas.
Com o tempo, é natural deixares de questionar sintomas como o inchaço ou a dor abdominal. Passam a fazer parte da rotina, algo com que “já aprendeste a viver”. Um acompanhamento nutricional especializado pode ajudar-te a perceber se a alimentação tem aí um papel e o que podes mudar.
Um compromisso contínuo com a ciência
Esta formação não surge por acaso. Em 2025, a Dra. Sara apresentou na Reunião Anual do GEDII (Grupo de Estudo da Doença Inflamatória Intestinal) os resultados de um acompanhamento nutricional em pessoas com DII, com melhorias significativas no inchaço e na dor abdominal ao fim de apenas duas semanas.
Imagem: Dra. Sara Barreirinhas com o poster apresentado no GEDII 2025
Para a ACCP, contar nos seus órgãos sociais com quem investe na atualização científica é uma mais-valia: o conhecimento adquirido na Europa chega diretamente a quem vive com DII em Portugal.
Se és associado da ACCP com a quota em dia, tens condições especiais na tua marcação na Nutrisciente®.
Nota de transparência: a Dra. Sara Barreirinhas integra os órgãos sociais da ACCP e é diretora clínica da Nutrisciente®, entidade parceira da associação.
A Associação Crohn Colite PT inicia o processo de construção do plano de actividades para 2027 e convida toda a comunidade, pessoas com DII , familiares, cuidadores e parceiros, a participar de forma activa na definição das prioridades para o próximo ano.
Áreas para as quais podes contribuir
Acções de sensibilização e educação sobre doença inflamatória do intestino (DII)
Iniciativas de apoio psicológico e social a doentes e famílias
Projectos de investigação e envolvimento de doentes na inovação terapêutica
Eventos de angariação de fundos
Formação de profissionais de saúde e da comunidade
Todas as propostas recebidas serão analisadas pela direcção da associação. O plano final será divulgado nesta secção de novidades antes do início de 2027, com uma exposição clara das actividades previstas.
A Missão WC para Todos é uma iniciativa da Associação Crohn Colite PT que defende o acesso digno e atempado a casas de banho para pessoas com doença inflamatória do intestino (DII) e outras condições que o justifiquem. Trata-se de uma resposta a uma necessidade concreta, sentida diariamente por milhares de doentes em Portugal, mas ainda pouco visível no espaço público.
Número de assinaturas
A iniciativa legislativa da Missão WC para Todos conta, até ao momento, com 3200 assinaturas. Este número reflecte o apoio crescente da comunidade a uma causa que afecta directamente a qualidade de vida de quem vive com DII, e é também um instrumento de pressão junto de entidades públicas e privadas para a criação de soluções concretas de acesso.
Partilha com familiares, amigos e colegas, mesmo que não vivam com DII
Divulga iniciativa nas redes sociais, com a hashtag #MissãoWCParaTodos
Cada assinatura reforça a legitimidade desta causa e aproxima a associação dos seus objectivos. Para mais informações, contacta a associação através de geral@crohncolite.pt .
A Associação Crohn Colite Portugal vem informar-te sobre uma decisão recente do Infarmed que pode ser relevante para ti.
O que aconteceu
O Infarmed determinou a retirada do mercado de um lote específico do medicamento Salofalk (mesalazina 3000 mg, granulado gastrorresistente de libertação prolongada, embalagem de 60 saquetas). O lote em causa é o L25428A, com validade até novembro de 2029. Esta medida deve-se a um desvio detetado no processo de serialização do lote, e não a um problema relacionado com a eficácia ou a composição do medicamento.
O que deves fazer
Verifica a embalagem do teu medicamento. O número do lote encontra-se habitualmente na caixa e nas saquetas individuais.
Se o lote corresponder ao L25428A, não interrompas o tratamento por tua iniciativa. A interrupção abrupta da medicação pode agravar a tua doença.
Contacta o teu médico assistente o mais rapidamente possível, para que este avalie a necessidade de substituição por um medicamento alternativo.
Se tiveres dúvidas sobre como verificar o lote, podes também contactar a farmácia onde adquiriste o medicamento.
O que não deves fazer
Não devolvas nem interrompas o tratamento sem orientação médica.
Não te automediques nem alteres a dose por conta própria.
Porque é importante manter a calma
Esta retirada resulta de uma questão administrativa de serialização, e não de um problema de segurança direta para a tua saúde. Ainda assim, o cumprimento das indicações do Infarmed é fundamental, e o acompanhamento médico continua a ser a melhor forma de garantir a continuidade e a segurança do teu tratamento.
Onde encontrar mais informação
A circular oficial está disponível na página do Infarmed. Se tiveres dúvidas adicionais, a nossa associação está disponível para ajudar a esclarecer questões práticas, sempre com o apoio do teu médico.
O Diário de Notícias da Madeira publicou, no dia 21 de agosto, uma entrevista a Vanessa Ferreira, pessoa que vive com Colite Ulcerosa. No testemunho, Vanessa aborda o impacto da doença no seu dia a dia e dá a conhecer a Missão WC para Todos, a iniciativa da Associação Crohn Colite Portugal para garantir mais casas de banho públicas, acessíveis e inclusivas em todo o país.
Este tipo de testemunho é essencial para o trabalho da associação. Dá rosto e voz a uma realidade que continua invisível para grande parte da população: a de quem vive condicionado por uma necessidade tão básica quanto o acesso a uma casa de banho.
O que é a Missão WC para Todos
Todos precisamos de uma casa de banho. Para a maioria das pessoas, essa necessidade pode esperar alguns minutos, sem grande transtorno. Para quem vive com Doença de Crohn, Colite Ulcerosa, uma ostomia, incontinência ou outras condições de saúde, esperar simplesmente não é uma opção.
Foi para responder a esta realidade que nasceu a Missão WC para Todos. A iniciativa dá origem a uma proposta de lei, que a associação pretende apresentar na Assembleia da República através de uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos, e assenta em três medidas fundamentais:
Criação de uma Rede Nacional de Instalações Sanitárias Disponíveis, com identificação e sinalização de instalações sanitárias públicas e privadas em todo o território nacional.
Criação de um Cartão de Acesso às Instalações Sanitárias, destinado a pessoas que, por motivos clínicos devidamente comprovados, necessitam de acesso urgente e prioritário.
Promoção de instalações sanitárias mais adaptadas, equipadas para responder às necessidades de pessoas ostomizadas, pessoas com deficiência, mobilidade reduzida, incontinência e outras condições específicas.
A proposta não beneficia apenas quem vive com Doença Inflamatória do Intestino. Uma rede de instalações sanitárias bem distribuída representa uma melhoria para famílias com crianças pequenas, pessoas idosas, grávidas, turistas, pessoas com deficiência, trabalhadores, estudantes e, no fim das contas, qualquer pessoa que passe tempo fora de casa.
Ponto de situação das assinaturas
A recolha de assinaturas para iniciativa legislativa por cidadãos já ultrapassou as 3.000. O objetivo da associação é chegar às 25.000 assinaturas, número que garante à proposta de uma discussão formal na Assembleia da República.
Cada assinatura conta, e cada partilha pode chegar a alguém que ainda não conhece esta causa. A visibilidade dada pela imprensa, como aconteceu com a entrevista a Vanessa Ferreira no Diário de Notícias da Madeira, tem um papel importante neste percurso, aproximando o público em geral de uma realidade que, até há pouco tempo, era discutida sobretudo na comunidade DII.
Apoia a Missão WC para Todos:
Podes apoiar esta iniciativa assinado a proposta de lei por cidadãos:
Se já assinaste, podes continuar a ajudar. Partilha a petição com familiares, amigos e colegas, divulga-a nas redes sociais e nos grupos de WhatsApp, ou fala desta iniciativa na tua comunidade e no teu local de trabalho.
Durante as quatro sextas-feiras do mês de agosto, quatro colaboradores da AvantIT e da Venora vão pedalar por uma causa que merece maior visibilidade. O objetivo é sensibilizar a sociedade para a doença de Crohn e a colite ulcerosa e angariar donativos para a Associação Crohn Colite Portugal.
Ao longo do desafio, o grupo irá percorrer um total de 540 quilómetros, o equivalente à distância entre Matosinhos e Loulé. Cada participante fará cerca de 125 quilómetros, distribuídos pelas quatro sextas-feiras do mês.
Um desafio com total transparência
A iniciativa assenta em três princípios fundamentais:
Cada quilómetro conta. Todos os percursos são registados e podem ser acompanhados publicamente através do Strava.
Tudo é verificável. Estão disponíveis ligações diretas para cada atividade realizada.
100% dos donativos chegam à Associação. Os contributos são feitos diretamente para a Associação Crohn Colite Portugal, sem qualquer intermediação por parte dos participantes.
Dar visibilidade às doenças inflamatórias do intestino
A doença de Crohn e a colite ulcerosa são doenças inflamatórias do intestino que afetam milhões de pessoas em toda a Europa. Muitas recebem o diagnóstico numa fase particularmente importante da vida, entre a adolescência e o início da idade adulta.
Apesar do impacto significativo que têm no dia a dia, continuam a ser doenças pouco visíveis e pouco compreendidas. Iniciativas como esta ajudam a aumentar a sensibilização da sociedade, a combater o estigma e a apoiar o trabalho desenvolvido pela Associação Crohn Colite Portugal em defesa das pessoas que vivem com estas patologias.
Como apoiar
Podes acompanhar o progresso do desafio, conhecer todos os detalhes e contribuir para esta causa através da plataforma Cada KM Conta.
Cada quilómetro percorrido é um passo para dar maior visibilidade à doença de Crohn e à colite ulcerosa. E cada donativo ajuda a Associação a continuar a apoiar, informar e representar as pessoas que vivem com doenças inflamatórias do intestino.
A Missão WC para Todos, promovida pela Associação Crohn Colite Portugal, já ultrapassou as 2.800 assinaturas. Obrigado a todos os que já se juntaram a esta causa e acreditam na importância de garantir mais casas de banho públicas, acessíveis, inclusivas e seguras.
Este é um marco importante, mas ainda há caminho a percorrer. O nosso objetivo é chegar às 25.000 assinaturas, para levar esta proposta à Assembleia da República e promover uma mudança que pode melhorar a vida de milhares de pessoas.
Porque é importante?
O acesso a uma casa de banho não é um luxo. É uma necessidade básica.
Para muitas pessoas com doença inflamatória do intestino, ostomia, incontinência, deficiência, mobilidade reduzida ou outras condições de saúde, a falta de instalações sanitárias adequadas condiciona a liberdade de sair de casa, trabalhar, viajar ou participar na vida em sociedade.
Ao mesmo tempo, esta é uma medida que beneficia toda a população. Crianças, famílias, grávidas, idosos, turistas e qualquer pessoa pode precisar de uma casa de banho pública limpa, acessível e disponível quando mais precisa.
Como podes ajudar?
Se ainda não assinaste a petição, dedica menos de um minuto a fazê-lo.
Partilha a petição com familiares, amigos e colegas.
Divulga-a nas tuas redes sociais e grupos de WhatsApp.
Envia o link por email ou mensagem.
Fala desta iniciativa na tua comunidade, local de trabalho ou associação.
Materiais para divulgação
Para facilitar a partilha da campanha, preparámos vários materiais de apoio, incluindo cartazes, publicações para redes sociais e textos prontos a utilizar.