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A Associação Ritual Purple - Crohn/Colite Portugal é mantida por um grupo de pessoas com Doença

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Categoria: NOVIDADES

NOVIDADES

Cada quilómetro conta! Um desafio solidário para apoiar as pessoas com doença de Crohn e colite ulcerosa

Durante as quatro sextas-feiras do mês de agosto, quatro colaboradores da AvantIT e da Venora vão pedalar por uma causa que merece maior visibilidade. O objetivo é sensibilizar a sociedade para a doença de Crohn e a colite ulcerosa e angariar donativos para a Associação Crohn Colite Portugal.

Ao longo do desafio, o grupo irá percorrer um total de 540 quilómetros, o equivalente à distância entre Matosinhos e Loulé. Cada participante fará cerca de 125 quilómetros, distribuídos pelas quatro sextas-feiras do mês.

Um desafio com total transparência

A iniciativa assenta em três princípios fundamentais:

  • Cada quilómetro conta. Todos os percursos são registados e podem ser acompanhados publicamente através do Strava.
  • Tudo é verificável. Estão disponíveis ligações diretas para cada atividade realizada.
  • 100% dos donativos chegam à Associação. Os contributos são feitos diretamente para a Associação Crohn Colite Portugal, sem qualquer intermediação por parte dos participantes.

Dar visibilidade às doenças inflamatórias do intestino

A doença de Crohn e a colite ulcerosa são doenças inflamatórias do intestino que afetam milhões de pessoas em toda a Europa. Muitas recebem o diagnóstico numa fase particularmente importante da vida, entre a adolescência e o início da idade adulta.

Apesar do impacto significativo que têm no dia a dia, continuam a ser doenças pouco visíveis e pouco compreendidas. Iniciativas como esta ajudam a aumentar a sensibilização da sociedade, a combater o estigma e a apoiar o trabalho desenvolvido pela Associação Crohn Colite Portugal em defesa das pessoas que vivem com estas patologias.

Como apoiar

Podes acompanhar o progresso do desafio, conhecer todos os detalhes e contribuir para esta causa através da plataforma Cada KM Conta.

Cada quilómetro percorrido é um passo para dar maior visibilidade à doença de Crohn e à colite ulcerosa. E cada donativo ajuda a Associação a continuar a apoiar, informar e representar as pessoas que vivem com doenças inflamatórias do intestino.

Saiba mais em www.cadakmconta.pt.

NOVIDADES

Missão WC para Todos já ultrapassou as 2.800 assinaturas. Ajuda-nos a chegar às 25.000!

A Missão WC para Todos, promovida pela Associação Crohn Colite Portugal, já ultrapassou as 2.800 assinaturas. Obrigado a todos os que já se juntaram a esta causa e acreditam na importância de garantir mais casas de banho públicas, acessíveis, inclusivas e seguras.

Este é um marco importante, mas ainda há caminho a percorrer. O nosso objetivo é chegar às 25.000 assinaturas, para levar esta proposta à Assembleia da República e promover uma mudança que pode melhorar a vida de milhares de pessoas.

Porque é importante?

O acesso a uma casa de banho não é um luxo. É uma necessidade básica.

Para muitas pessoas com doença inflamatória do intestino, ostomia, incontinência, deficiência, mobilidade reduzida ou outras condições de saúde, a falta de instalações sanitárias adequadas condiciona a liberdade de sair de casa, trabalhar, viajar ou participar na vida em sociedade.

Ao mesmo tempo, esta é uma medida que beneficia toda a população. Crianças, famílias, grávidas, idosos, turistas e qualquer pessoa pode precisar de uma casa de banho pública limpa, acessível e disponível quando mais precisa.

Como podes ajudar?

Se ainda não assinaste a petição, dedica menos de um minuto a fazê-lo.

👉 Assina aqui: https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT131835

Se já assinaste, continua a fazer a diferença:

  • Partilha a petição com familiares, amigos e colegas.
  • Divulga-a nas tuas redes sociais e grupos de WhatsApp.
  • Envia o link por email ou mensagem.
  • Fala desta iniciativa na tua comunidade, local de trabalho ou associação.

Materiais para divulgação

Para facilitar a partilha da campanha, preparámos vários materiais de apoio, incluindo cartazes, publicações para redes sociais e textos prontos a utilizar.

👉 Descarrega os materiais de divulgação aqui: https://drive.google.com/drive/folders/1nmphCRgj_A00BiitfHNM7wxA-PEauYtf?usp=sharing

Cada assinatura conta. Cada partilha pode chegar a alguém que ainda não conhece esta iniciativa.

Juntos, podemos tornar Portugal um país com mais casas de banho públicas disponíveis e acessíveis e garantir um direito que beneficia todos.

INICIATIVASNOVIDADES

Missão WC para Todos: A recolha de assinaturas já começou!

A Associação Crohn Colite Portugal lançou oficialmente a Missão WC para Todos, uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos que pretende levar à Assembleia da República uma proposta de lei para criar um Programa Nacional de Acesso a Instalações Sanitárias e tornar Portugal um país mais acessível, inclusivo e preparado para responder às necessidades de todas as pessoas.

A iniciativa nasceu da realidade vivida diariamente por milhares de pessoas com Doença Inflamatória do Intestino, ostomia, incontinência e outras condições de saúde que podem exigir um acesso urgente a uma casa de banho. No entanto, os seus benefícios estendem-se a toda a população.

Mais instalações sanitárias significam mais conforto para famílias com crianças pequenas, pessoas idosas, grávidas, pessoas com deficiência, turistas e todos aqueles que utilizam os espaços públicos. Porque uma cidade com mais casas de banho é uma cidade melhor para todos.

A proposta de lei prevê:

  • A criação de mais Instalações Sanitárias nos espaços públicos;
  • A criação de um Cartão de Acesso às Instalações Sanitárias para pessoas com necessidades clínicas urgentes;
  • A promoção de instalações sanitárias mais inclusivas, adaptadas às necessidades de pessoas com doença inflamatória do intestino, ostomia, deficiência, mobilidade reduzida e outras necessidades invisíveis.

A elaboração da proposta legislativa contou com o apoio jurídico da PLMJ, o apoio técnico da IQVIA e foi possível graças à atribuição de uma Bolsa de Cidadania Roche, à qual a Associação Crohn Colite Portugal expressa o seu profundo agradecimento.

Agora precisamos da tua ajuda

Para que esta proposta possa ser discutida na Assembleia da República é necessário reunir 20.000 assinaturas válidas. Queremos, no entanto, ultrapassar largamente este número e demonstrar que esta é uma causa que mobiliza toda a sociedade.

Assina a iniciativa e partilha-a com familiares, amigos, colegas e toda a tua rede de contactos. Cada assinatura conta. Cada partilha aproxima-nos de transformar esta proposta em realidade.

👉 Assina aqui: https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT131835

👉 Consulta o texto integral da proposta de lei: https://www.crohncolite.pt/missao-wc-para-todos/

Participa na sessão de apresentação

Gostarias de conhecer melhor a Missão WC para Todos e perceber de que forma podes contribuir para o sucesso desta iniciativa?

Convidamos todas as pessoas, associações, entidades públicas, empresas e organizações interessadas a participar na sessão online de apresentação da Missão WC para Todos, onde iremos apresentar a proposta legislativa, explicar os seus objetivos, responder a questões e partilhar as próximas etapas da campanha.

📅 Data: 21 de julho de 2026
🕔 Hora: 17h00 (Portugal Continental)
💻 Formato: Online

A participação é gratuita, mas requer inscrição prévia.

👉 Inscreve-te aqui: https://us02web.zoom.us/meeting/register/4atgXxn5RLiy80BDVGBWkA

Juntos podemos construir um país mais acessível, mais inclusivo e melhor para todos. Porque o acesso a uma casa de banho, quando é urgente, não deve ser um privilégio, mas um direito.

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NOVIDADES

Ambiente e DII: Queres ajudar a investigação a encontrar respostas?

Porque é que a Doença Inflamatória do Intestino tem vindo a aumentar em todo o mundo? Qual o papel da alimentação, da poluição ou de outras exposições ambientais no desenvolvimento e evolução da doença?

Estas são algumas das questões que um grupo internacional de investigadores procura responder através de um novo estudo que conta com a colaboração da Prof.ª Doutora Joana Torres (Hospital Beatriz Ângelo, Hospital da Luz, Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e Mount Sinai, Nova Iorque).

Embora saibamos que a genética tem um papel importante na DII, existe cada vez mais evidência de que fatores ambientais podem também influenciar o risco de desenvolver a doença e a sua evolução ao longo do tempo. Entre os fatores atualmente em estudo encontram-se os alimentos ultraprocessados, determinados aditivos alimentares, pesticidas, poluentes ambientais, PFAS e plásticos.

Mas há uma outra questão igualmente importante: o que sabes sobre estes temas? Quais são as tuas preocupações? E que áreas consideras prioritárias para a investigação futura?

É precisamente isso que este questionário internacional pretende compreender.

A participação de pessoas com Doença de Crohn e Colite Ulcerosa de diferentes países permitirá obter uma visão mais completa sobre a forma como estas questões são percecionadas em diferentes regiões do mundo e poderá ajudar a orientar futuras linhas de investigação, estratégias de prevenção e iniciativas de informação dirigidas à comunidade.

A Associação Crohn Colite Portugal associa-se à divulgação desta iniciativa e convida-te a participar.

Responder demora apenas alguns minutos e pode contribuir para aumentar o conhecimento sobre a relação entre ambiente e Doença Inflamatória do Intestino. Mais importante ainda, permite que a perspetiva das pessoas que vivem com DII seja ouvida e considerada pela comunidade científica.

👉 Podes aceder ao questionário através do seguinte link: https://redcap.link/bmb3vxjf

Se tens Doença de Crohn ou Colite Ulcerosa, participa e ajuda a construir mais conhecimento sobre os fatores que podem influenciar a DII.

Obrigado pelo teu contributo.

NOVIDADES

Tens Doença de Crohn? Este estudo pode ajudar a compreender melhor o risco nos familiares

Uma das perguntas que mais ouvimos de pais, mães, irmãos e irmãs de pessoas com Doença de Crohn é simples, mas difícil de responder:

“Os meus filhos também vão ter a doença?”

Embora ainda não seja possível prever quem irá desenvolver Doença de Crohn, a investigação continua a dar passos importantes para compreender melhor os fatores associados ao seu aparecimento.

É nesse contexto que surge o estudo PREDICT-CD, integrado no projeto europeu INTERCEPT, que pretende validar uma ferramenta de avaliação de risco para o desenvolvimento da Doença de Crohn. Esta avaliação combina biomarcadores presentes no sangue com fatores relacionados com o estilo de vida.

Sabe-se que ter um familiar de primeiro grau com diagnóstico de Doença de Crohn é um dos principais fatores de risco para desenvolver a doença. Por isso, os investigadores procuram recrutar:

✅ Filhos, irmãos ou pais de pessoas com Doença de Crohn

✅ Com idades entre os 16 e os 35 anos

✅ Sem diagnóstico de Doença Inflamatória do Intestino

O objetivo é compreender melhor quais os fatores que podem estar associados ao aparecimento da doença e, no futuro, contribuir para estratégias de identificação precoce e prevenção.

Quem pode participar?

Podes participar se:

• Tens entre 16 e 35 anos;

• És filho, filha, irmão, irmã, pai ou mãe de uma pessoa com Doença de Crohn;

• Não tens diagnóstico de Doença Inflamatória do Intestino.

Embora o recrutamento decorra presencialmente na região de Lisboa, a equipa de investigação poderá avaliar situações de participação provenientes de outras zonas do país.

Porque é importante este estudo?

A Doença de Crohn continua a ser uma doença de causa desconhecida. Quanto mais compreendermos sobre os fatores que contribuem para o seu aparecimento, maior será a capacidade de desenvolver estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e acompanhamento personalizado.

Ao participar, estás a contribuir para uma investigação internacional que poderá ajudar futuras gerações de pessoas com DII e das suas famílias.

Como obter mais informações?

Se tu ou um familiar estiverem interessados em participar, podes contactar diretamente a equipa do estudo através do endereço:

📧 Intercept@hospitaldaluz.pt

A Associação Crohn Colite Portugal continuará a acompanhar e divulgar oportunidades de participação em projetos de investigação que contribuam para aumentar o conhecimento sobre a Doença Inflamatória do Intestino e melhorar a vida das pessoas que vivem com estas doenças.

NOVIDADES

My IBD Care já está disponível em português. Uma nova ferramenta gratuita para quem vive com DII

My IBD Care já está disponível em português. Uma nova ferramenta gratuita para quem vive com DII

Temos uma excelente notícia para a comunidade DII.

A aplicação My IBD Care, desenvolvida pela Ampersand Health, uma empresa do Reino Unido, já está disponível em português, graças a uma parceria com a Associação Crohn Colite Portugal para apoiar a tradução e adaptação dos conteúdos à realidade portuguesa.

Criada especificamente para pessoas que vivem com Doença de Crohn e Colite Ulcerosa, a My IBD Care reúne num único local ferramentas de acompanhamento da doença, conteúdos educativos e recursos de apoio à autogestão.

O que podes fazer com a My IBD Care?

  • Registar sintomas, crises, bem-estar, sono, stress e outros aspetos do dia a dia;
  • Acompanhar medicação, consultas e exames;
  • Identificar padrões entre sintomas, estilo de vida e bem-estar;
  • Manter um registo pessoal da evolução da doença;
  • Aceder a cursos e conteúdos educativos desenvolvidos por profissionais de saúde especializados em DII;
  • Obter apoio personalizado através da assistente digital Elena AI, concebida para ajudar a compreender melhor os dados registados e apoiar a gestão diária da doença.

A aplicação foi desenvolvida em colaboração com profissionais de saúde e pessoas que vivem com DII, procurando responder aos desafios reais do quotidiano e promover uma maior autonomia na gestão da doença.

Porque acreditamos que esta ferramenta pode ser útil?

Viver com DII não se resume às consultas médicas. Muitas vezes surgem dúvidas entre consultas, dificuldades em identificar padrões nos sintomas ou simplesmente a necessidade de encontrar informação fiável e acessível.

A My IBD Care pode ajudar-te a acompanhar melhor a tua doença, a preparar consultas e a compreender de forma mais clara o impacto que diferentes fatores podem ter no teu bem-estar. Naturalmente, a aplicação não substitui o acompanhamento médico, mas pode ser uma ferramenta complementar muito útil.

Como fazer o download?

A aplicação está disponível gratuitamente para dispositivos Android e iPhone.

Queres conhecer a aplicação ao detalhe?

No próximo DII Café, vamos realizar uma sessão especial dedicada à My IBD Care e a outras ferramentas práticas para o dia a dia de quem vive com DII.

📅 6 de julho de 2026
🕘 21h00
💻 Online

Vamos mostrar as principais funcionalidades da aplicação, explicar como utilizá-la, apresentar os novos modelos de minutas e documentos de apoio disponibilizados pela Associação e responder às tuas perguntas. Inscreveçte aqui!

Se já instalaste a aplicação, esta é uma excelente oportunidade para descobrires funcionalidades que talvez ainda não conheças. Se ainda não a experimentaste, junta-te a nós e fica a saber tudo antes de começares.

Esperamos por ti! 💜

NOVIDADES

Novos medicamentos para a Doença de Crohn e Colite Ulcerosa passam a contar com financiamento público em Portugal

Temos boas notícias para a comunidade das pessoas que vivem com Doença Inflamatória do Intestino (DII).

O INFARMED aprovou recentemence novas decisões de financiamento público para medicamentos destinados ao tratamento da Doença de Crohn e da Colite Ulcerosa. Estas decisões permitem alargar as opções terapêuticas disponíveis no Serviço Nacional de Saúde e reforçam a capacidade de resposta às necessidades individuais de cada pessoa.

As aprovações mais recentes incluem:

Omvoh® (mirikizumab) para o tratamento da Doença de Crohn. Financiamento aprovado a 7 de maio de 2026.

Omvoh® (mirikizumab) para o tratamento da Colite Ulcerosa. Financiamento aprovado a 7 de maio de 2026.

Velsipity® (etrasimod) para o tratamento da Colite Ulcerosa. Financiamento aprovado a 4 de maio de 2026.

A Associação Crohn Colite Portugal participou nos respetivos processos de avaliação através da submissão de contributos e pareceres ao INFARMED, no âmbito do programa Incluir. Estes contributos tiveram como objetivo dar voz à experiência das pessoas que vivem com DII, evidenciando o impacto da doença na qualidade de vida, as necessidades ainda não satisfeitas e a importância de garantir o acesso a novas opções terapêuticas.

O que significa isto na prática?

A aprovação do financiamento público não significa que todas as pessoas com DII irão mudar de tratamento. Significa, sim, que os médicos passam a dispor de mais opções terapêuticas financiadas pelo SNS para responder às diferentes características da doença e às necessidades de cada pessoa.

Na prática, estes medicamentos poderão ser considerados em situações como:

• Falta de resposta a tratamentos anteriores.

• Perda de eficácia ao longo do tempo.

• Intolerância ou efeitos adversos associados a outras terapêuticas.

• Necessidade de encontrar uma opção mais adequada ao perfil clínico da pessoa.

Além disso, a disponibilização de novas alternativas terapêuticas permite uma maior personalização do tratamento, aumentando a probabilidade de encontrar a opção mais adequada para cada pessoa e para cada fase da doença.

O que muda no acompanhamento clínico?

Para as pessoas elegíveis, a introdução destas novas opções poderá ser discutida durante as consultas de Gastrenterologia. Qualquer decisão de iniciar ou alterar um tratamento deve resultar de uma avaliação individualizada, tendo em conta a atividade da doença, os tratamentos já realizados, a presença de outras condições de saúde e as preferências da própria pessoa.

O seguimento clínico continuará a incluir monitorização regular da resposta ao tratamento, avaliação de sintomas, exames laboratoriais e outros meios complementares de diagnóstico considerados necessários pela equipa clínica.

Porque é esta notícia importante?

Nas últimas décadas, o tratamento da Doença de Crohn e da Colite Ulcerosa evoluiu significativamente. O acesso a terapêuticas inovadoras tem permitido melhorar o controlo da inflamação, reduzir hospitalizações e cirurgias e contribuir para uma melhor qualidade de vida de muitas pessoas.

Cada nova opção financiada representa mais uma possibilidade para quem ainda não encontrou uma resposta adequada aos tratamentos disponíveis ou para quem necessita de alternativas devido à perda de eficácia ou efeitos adversos.

A Associação Crohn Colite Portugal continuará a acompanhar os processos de avaliação e financiamento de medicamentos, contribuindo sempre que possível para que a perspetiva das pessoas que vivem com DII seja considerada nas decisões que influenciam o acesso à inovação terapêutica.

NOVIDADES

Associação Crohn Colite Portugal integra projecto europeu de Inteligência Artificial para acelerar a investigação e o desenvolvimento de medicamentos

A Associação Crohn Colite Portugal (ACCP) integra o consórcio europeu LLM4Drugs, uma iniciativa que reúne investigadores, profissionais de saúde, entidades reguladoras, indústria farmacêutica, especialistas em Inteligência Artificial, organizações da sociedade civil e representantes de doentes para explorar novas formas de melhorar o desenvolvimento de medicamentos através da utilização responsável de tecnologias inovadoras.

Para as cerca de 25 mil pessoas que vivem com Doença Inflamatória do Intestino (DII) em Portugal, incluindo Doença de Crohn e Colite Ulcerosa, o desenvolvimento de tratamentos mais eficazes, seguros e personalizados continua a ser uma prioridade. A investigação clínica e a inovação terapêutica desempenham um papel fundamental na melhoria da qualidade de vida das pessoas que vivem com doenças crónicas, tornando essencial que a perspectiva dos doentes esteja presente desde as fases iniciais de desenvolvimento.

Actualmente, a informação utilizada para avaliar a segurança e eficácia dos medicamentos encontra-se distribuída por múltiplas fontes, incluindo estudos pré-clínicos, ensaios clínicos, publicações científicas, relatórios regulamentares e sistemas de farmacovigilância. A análise e integração desta evidência continua a ser um processo complexo e exigente, que pode atrasar a identificação de novos conhecimentos relevantes para a investigação e para a tomada de decisão.

O projecto LLM4Drugs pretende responder a este desafio através da utilização de Large Language Models (LLMs), modelos avançados de Inteligência Artificial capazes de analisar e sintetizar grandes volumes de informação científica e biomédica. O objectivo é apoiar a síntese de evidência ao longo de todo o ciclo de desenvolvimento dos medicamentos, contribuindo para processos mais eficientes, transparentes e baseados em conhecimento sólido.

Ao longo do projecto serão desenvolvidos casos de utilização concretos, conjuntos de dados de referência multilingues, protocolos de validação e metodologias alinhadas com os requisitos europeus de qualidade, transparência, rastreabilidade e gestão de risco. A iniciativa inclui ainda actividades de formação, capacitação e intercâmbio científico entre os diversos parceiros envolvidos.

A participação da Associação Crohn Colite Portugal neste consórcio europeu permitirá assegurar que a experiência e as necessidades das pessoas que vivem com Doença de Crohn, Colite Ulcerosa e outras Doenças Inflamatórias do Intestino são consideradas no desenvolvimento destas novas abordagens. O envolvimento dos doentes é hoje reconhecido como um elemento essencial para uma investigação mais relevante, ética e centrada nas pessoas.

Nos últimos anos, a ACCP tem vindo a reforçar o seu papel na promoção da participação dos doentes na investigação clínica, na inovação em saúde e nos processos de decisão relacionados com o desenvolvimento de medicamentos. A integração no LLM4Drugs representa mais uma oportunidade para contribuir activamente para o futuro da investigação biomédica na Europa e para garantir que a evolução tecnológica continua alinhada com as necessidades reais das pessoas que vivem com doença.

A Associação Crohn Colite Portugal acompanhará de perto o desenvolvimento desta iniciativa e partilhará regularmente novidades, resultados e oportunidades de participação com a comunidade.

NOVIDADES

Maio Roxo 2026: Campanha Nacional de Sensibilização para a Doença de Crohn e Colite Ulcerosa mobilizou municípios, transportes e comunidade

O mês de maio voltou a marcar a campanha nacional de sensibilização para as Doenças Inflamatórias do Intestino (DII), promovida pela Associação Crohn Colite Portugal no âmbito do Maio Roxo e do Dia Mundial da Doença Inflamatória do Intestino, assinalado a 19 de maio.

Ao longo de várias semanas, foram desenvolvidas iniciativas de informação e sensibilização em diferentes pontos do país, com o objetivo de aumentar o conhecimento sobre a Doença de Crohn e a Colite Ulcerosa, combater o estigma associado às DII e promover uma maior compreensão do impacto destas doenças na vida das pessoas.

Sensibilização para as DII chegou às ruas e aos transportes públicos

A campanha deste ano contou com o apoio de diversas entidades e parceiros institucionais, permitindo levar mensagens de sensibilização para milhares de pessoas.

A CP . Comboios de Portugal associou-se à iniciativa através da divulgação de materiais de campanha em diferentes canais e linhas ferroviárias. A Carris participou igualmente na sensibilização pública para as DII, ajudando a dar maior visibilidade à campanha junto da população.

Além dos transportes públicos, a campanha esteve presente em farmácias, redes sociais, espaços públicos e canais institucionais de vários parceiros.

Municípios de norte a sul do país aderiram ao Maio Roxo

No dia 19 de maio, vários municípios portugueses associaram-se ao Dia Mundial da Doença Inflamatória do Intestino através da iluminação de edifícios e monumentos emblemáticos com a cor roxa, símbolo internacional da sensibilização para as DII.

Diversas autarquias participaram também através da divulgação de conteúdos informativos e mensagens de apoio nas suas redes sociais e meios de comunicação municipais.

Estas ações tiveram um papel importante na promoção da literacia em saúde e no aumento da visibilidade das Doenças Inflamatórias do Intestino junto da comunidade.

Porque é importante falar sobre Doença de Crohn e Colite Ulcerosa

As Doenças Inflamatórias do Intestino, que incluem principalmente a Doença de Crohn e a Colite Ulcerosa, são doenças crónicas imunomediadas que podem afetar significativamente a qualidade de vida.

Apesar de afetarem milhares de pessoas em Portugal, continuam a existir desafios relacionados com o diagnóstico atempado, o desconhecimento da população e o impacto social e psicológico associado à doença.

Campanhas de sensibilização como o Maio Roxo são fundamentais para:

  • aumentar o conhecimento sobre os sintomas e impacto das DII;
  • combater o estigma associado às doenças intestinais;
  • promover empatia e compreensão;
  • incentivar o diagnóstico precoce;
  • reforçar a importância do acesso a cuidados de saúde adequados e qualidade de vida das pessoas com DII.

Uma campanha construída em conjunto

A Associação Crohn Colite Portugal agradece a todos os municípios, entidades parceiras, profissionais de saúde, voluntários, membros da comunidade e pessoas que participaram e ajudaram a amplificar esta mensagem.

Durante muito tempo, as Doenças Inflamatórias do Intestino foram vividas em silêncio. Este Maio Roxo mostrou que falar sobre DII é essencial e que a sensibilização faz diferença.

As DII existem.
Afetam milhares de pessoas.
E merecem ser vistas, compreendidas e levadas a sério. 💜

NOVIDADES

Alimentação e DII: entre o medo de comer e o excesso de regras

Há pessoas com Doença de Crohn ou Colite Ulcerosa que deixam simplesmente de comer antes de uma viagem longa.

Não porque não tenham fome.
Mas porque têm medo do que pode acontecer depois.

Há quem vá a um restaurante novo e a primeira coisa que procure não seja o menu — seja a localização da casa de banho.

E há quem viva numa relação tão desgastada com a comida que cada refeição parece uma negociação entre prazer, medo e tentativa de controlo.

Fala-se muito de alimentação nas Doenças Inflamatórias do Intestino (DII). Talvez demasiado. E, muitas vezes, de forma perigosamente simplista.

A internet adora respostas absolutas

“Corta glúten.”
“Retira lacticínios.”
“Não comas fibras.”
“Faz dieta anti-inflamatória.”
“Resolve tudo pela alimentação.”

Quem vive com DII já leu provavelmente dezenas de versões destas frases.

O problema é que as DII não funcionam em receitas universais.

O que uma pessoa tolera perfeitamente pode deixar outra dobrada com dores. O que hoje corre bem pode ser impossível de tolerar durante um surto inflamatório.

E isto cria uma sensação constante de incerteza.

Porque, ao contrário do que muitas pessoas imaginam, viver com DII raramente é só “seguir uma dieta”.

Comer deixa de ser automático

A maioria das pessoas come sem pensar muito nisso.

Quem vive com DII muitas vezes não.

Há refeições que começam com perguntas mentais:

  • “Será que isto me vai cair mal?”
  • “E se isto desencadeia sintomas?”
  • “E se fico mal no caminho para casa?”
  • “E se amanhã tenho uma reunião importante?”

A alimentação deixa de ser apenas alimentação.
Passa a ser antecipação.

E viver permanentemente em modo de antecipação desgasta.

O problema das listas de “alimentos proibidos”

Existe quase uma obsessão online por transformar alimentação e DII em listas simplistas.

Alimentos bons.
Alimentos maus.
Permitidos.
Proibidos.

Mas a realidade é bastante menos arrumada.

Há pessoas com Doença de Crohn que toleram saladas sem problema e outras que não conseguem tocar em vegetais crus durante meses.

Há quem tolere café.
Há quem não consiga.

Há quem tenha dificuldade com fibras apenas durante períodos de inflamação ativa.
Outras pessoas não.

É precisamente esta variabilidade que torna tão frustrante procurar respostas absolutas.

O peso psicológico da comida

Pouco se fala sobre isto.

Mas muitas pessoas com DII desenvolvem uma relação emocional complicada com a alimentação.

Porque quando comer está repetidamente associado a:

  • dor
  • urgência intestinal
  • inchaço
  • diarreia
  • medo
  • vergonha

…a comida deixa de ser neutra.

Algumas pessoas começam a restringir tanto a alimentação que passam a viver quase em modo de sobrevivência digestiva.

Outras entram num ciclo constante de culpa:

  • “comi aquilo”
  • “se calhar estraguei tudo”
  • “devia ter evitado”
  • “a culpa foi minha”

E isso pode tornar-se emocionalmente muito pesado.

Nem tudo é inflamação. Nem tudo é alimentação.

Outro problema frequente é tentar explicar todos os sintomas através da comida.

Sim, a alimentação pode influenciar sintomas digestivos.
Mas nem tudo depende do que a pessoa comeu.

Fadiga extrema, por exemplo, pode estar relacionada com:

  • inflamação ativa
  • anemia
  • défices nutricionais
  • desgaste físico
  • alterações do sono
  • impacto emocional da doença

Reduzir tudo à alimentação cria uma visão injusta e simplista das DII.

Comer fora pode deixar de ser relaxante

Há pessoas que adoravam viajar, jantar fora ou experimentar restaurantes novos… e deixaram de o fazer com a mesma tranquilidade.

Porque muitas vezes o medo não está no prato.
Está na falta de controlo.

Não saber:

  • como o corpo vai reagir
  • onde existe uma casa de banho
  • quanto tempo demora o regresso a casa
  • se vai existir urgência intestinal

…transforma situações banais em fontes de ansiedade.

E isto raramente é visível para quem está de fora.

Durante um surto, tudo pode mudar

Uma pessoa pode tolerar perfeitamente determinados alimentos durante meses e deixar de os conseguir comer durante uma fase inflamatória.

É isso que torna as DII tão imprevisíveis.

Muitas pessoas acabam por adaptar temporariamente a alimentação para reduzir desconforto digestivo, evitar agravamento de sintomas ou facilitar tolerância intestinal.

Mas adaptação não é o mesmo que viver permanentemente em restrição extrema.

O perigo das “curas alimentares”

As redes sociais estão cheias de promessas:

  • dietas milagrosas
  • protocolos “anti-inflamatórios”
  • testemunhos absolutos
  • soluções milagrosas

E isso pode ser perigoso.

Não porque alimentação não seja importante.
Mas porque vender a ideia de que alguém consegue “curar” uma DII apenas através da comida cria:

  • culpa
  • expectativas irrealistas
  • frustração
  • desinformação

As DII são doenças inflamatórias crónicas complexas.

Não são falhas morais.
Nem falta de disciplina alimentar.

O acompanhamento nutricional pode ajudar — sem extremismos

Ter apoio especializado pode fazer diferença importante.

Não para atingir uma alimentação “perfeita”.
Mas para:

  • perceber tolerâncias individuais
  • prevenir défices nutricionais
  • reduzir medo alimentar
  • adaptar alimentação às diferentes fases da doença
  • recuperar relação mais tranquila com comida

Porque viver com DII já exige adaptação suficiente.
A alimentação não precisa de se transformar numa prisão adicional.

O problema de transformar tudo em controlo

Existe uma pressão enorme para “controlar” a doença.

Controlar sintomas.
Controlar alimentação.
Controlar crises.
Controlar inflamação.

Mas viver com DII implica também aceitar alguma imprevisibilidade.

E isso é difícil.

Muitas pessoas passam anos a tentar encontrar “o alimento culpado”, quando a realidade é bastante mais complexa do que uma simples lista de ingredientes.

Alimentação também é qualidade de vida

Comer não é apenas função biológica.

É convívio.
Prazer.
Cultura.
Rotina.
Conforto.

E perder essa leveza tem impacto emocional real.

Por isso, falar de alimentação nas DII não deveria resumir-se apenas a listas de alimentos.
Deveria incluir também:

  • relação emocional com comida
  • ansiedade
  • isolamento social
  • medo
  • adaptação
  • qualidade de vida

Perguntas frequentes sobre alimentação e DII

Existe uma dieta específica para Doença de Crohn ou Colite Ulcerosa?

Não existe uma alimentação universal que funcione da mesma forma para todas as pessoas com DII.

Existem alimentos proibidos?

A tolerância varia muito de pessoa para pessoa e pode mudar ao longo do tempo.

Alimentação causa DII?

Não. As DII resultam de vários fatores e não são causadas simplesmente por alimentação.

Vale a pena procurar acompanhamento nutricional?

Sim. O acompanhamento especializado pode ajudar a adaptar alimentação à realidade clínica individual.

É normal desenvolver medo de comer?

Muitas pessoas com DII relatam ansiedade associada à alimentação, especialmente após períodos de sintomas intensos ou surtos inflamatórios.